Como o minimalismo pode me ajudar?

Como o minimalismo pode me aju

Como o minimalismo pode me ajudar?

Minimalismo

Como o minimalismo pode me ajudar?

Você sabe como o minimalismo pode me ajudar? Quando digo “me”, quero dizer você! Isso é para que você leia em primeira pessoa e entenda como o minimalismo pode lhe ajudar! Aqui quero falar sobre algumas vantagens, de como a vida minimalista me ajudou a superar situações que eu passava no dia-a-dia em minha vida e acabava aborrecido, pois as coisas não davam certo ou simplesmente não fluíam!

Deixei de viver uma vida imaginária

Antes de adotar uma vida minimalista, sempre planejei coisas que não iria fazer, mas na minha cabeça eu achava que precisava sonhar com aquele estilo de vida e adquirir coisas para que pudesse ser mais feliz. Me sentia correndo atrás do meu próprio rabo, pois comprava coisas, planejava tudo, mas nada acontecia. Um exemplo que passei por isso, foi que me imaginava fazendo Muay Thai e um amigo me chamava sempre para ir treinar na academia com ele. Acabei adotando um estilo de vida imaginária na minha cabeça, que nunca saiu do imaginário e me custou muito caro. Me matriculei na academia em um plano anual e comprei vários equipamentos que utilizei duas vezes. Sendo que se tivesse feito uma aula experimental e aulas avulsas, teria percebido que aquilo não era pra mim. Era o estilo de vida do meu amigo e não o meu.

Resultado, fiquei protelando a situação achando que na semana seguinte pegaria firme e com isso se passaram 6 meses pagos, multa por encerramento de contrato e equipamentos como luva, caneleira e vestuário que acabei gastando e nunca mais usei. Hoje antes de começar algo eu penso se aquilo realmente é o que quero, se é importante pra minha vida e se realmente vou até o fim com aquele projeto. A melhor forma de parar de não terminar as coisas que você começa, é não começando coisas que você não irá terminar. 🙂

Não começar mais projetos e não terminar

Acredito que o problema da maioria das pessoas é fazer muitas coisas e não termina-las. Normalmente nos envolvemos em projetos e não damos conta disso. Começamos uma dieta, uma academia, uma escola de inglês ou até mesmo uma faculdade e não conseguimos finalizar nosso projeto. Isso porque não nos planejamos e vamos fazendo as coisas de acordo com a nossa vontade.

Eu sempre fui assim, me dava cinco minutos e tinha vontade de começar a fazer alguma coisa de diferente. Seja um Muay Thai ou até o meu curso de Italiano. Com isso, eu perdia tempo da minha vida me dedicando a algo que não teria um começo, meio e fim, além de gastar muito dinheiro com esses projetos que não iriam para frente. Já que eu achava que precisava ter tudo antes de começar a fazer algo.

Eu achava que precisava comprar livros de italiano, guias, filmes e músicas para começar a estudar, sendo que a internet me oferecia tudo de forma gratuita. Eu começava algo e um mês depois desistia de tudo, pois não tinha tempo ou começava outro projeto. Eu parei de começar coisas que não poderia terminar e me planejar em tudo que fosse fazer. Comecei a adotar rotina na minha vida com horários programados, assim eu sabia se eu teria tempo e vontade de fazer tal atividade.

Entendi que não precisava de nada para ser feliz

Desde criança, eu achava que precisava ter coisas para completar minha felicidade, mas com o tempo percebi que as coisas que eu comprava não me faziam feliz, no final elas acabavam guardadas no fundo do armário. O que me fazia feliz, era o poder de compra. Que depois se transformava em culpa e um certo nível de depressão por não ter dinheiro no final do mês. Só me restava a fatura do cartão de crédito e boletos. Descobri, que guardar o dinheiro para gastar em momentos que me proporcionavam experiências, era muito mais gratificante do que comprar coisas que não teriam proposito algum ou somente uma única serventia em minha vida. Afinal, eu precisava de mais dinheiro e espaço para manter as coisas que comprei.

Gastei menos

Todo final de mês era aquele desespero para pagar a fatura do cartão de crédito. Quando eu olhava o detalhamento da fatura, eu não entendia porque a fatura era mais alta do que eu ganhava. Olhando mais atentamente, percebi que eu fazia muitas compras pequenas de besteiras no dia-a-dia. Aquelas coisinhas de ahhh é só 50 reais aqui, 30 ali, ou uma parcelinha de 12 vezes de 65 reais. No final do mês, essa soma de pequenas coisinhas, dava um montante gigantesco para mim. Eu trabalhava para pagar dívidas de coisas que não usava ou nem lembrava que havia comprado. Me sentia um hamster correndo em sua roda giratória, havia entrado em um círculo vicioso.

Compras por impulso

Como passei a gastar menos? Demorou muito, foi como um alcoólatra largar o álcool, uma luta diária contra o meu eu interior e o impulso por gastar. Identifiquei meu problema: cartão de crédito e idas no mercado! Após entender os meus gastos, diminui o limite do meu cartão, até não mais depender dele e comecei a fazer lista de compras antes de sair de casa, se não estivesse na lista eu não comprava. Se eu já tivesse 20 camisas sociais, eu não precisava de mais uma. Eu não iria usar as 20 de uma vez. Foi então, que comecei a diminuir também o meu consumo, já que eu já tinha tudo o que precisava para viver (necessidades básicas atendidas). Um super removedor de caroço de azeitona não me faria feliz, eu não precisava comprar isso por impulso mais. Afinal eu nem como azeitona.

Parei de comprar coisas para uma única utilidade

Você já viu aquelas coisas que tem uma única utilidade? Igual ao descascador de azeitonas que você vai usar uma vez na vida? E ainda entra a questão da vida imaginária que falei no primeiro item. Você fica sonhando que vai usar o objeto várias vezes. Desculpe, você não vai usar isso mais do que uma vez ou terá a situação que imaginou. Todo mundo tem algo assim em casa ou na vida, seja um colchão de ar que comprou para quando algum amigo for na sua casa ou até mesmo aquela chácara que sua família comprou para ir de vez em quando. Percebe que o custo para manter essas coisas que terão pouco uso na sua vida, sai mais caro do que alugar quando realmente precisar? Ou achar outro objeto que possa ter a mesma serventia do que o de único uso?

O maior exemplo na minha vida, foi quando meu pai fez um quarto na casa dele, caso meus avós fossem visita-los. Lembro que em 30 anos, meu avô foi somente uma vez dormir lá. Não seria mais fácil ter alugado um quarto de hotel para um final de semana, do que manter um cômodo fechado por 30 anos e perdendo tempo para manter o local limpo e organizado?

Me diverti com poucas coisas

Comprando menos e diminuindo meu impulso por gastos, eu passei a valorizar mais as pessoas e situações que vivia no dia-a-dia. Consegui realmente perceber aquilo que o mundo nos oferece e não percebemos, pois estamos muito atarefados ou preocupados em comprar/pagar coisas. Comecei a valorizar mais o que eu tinha e me desapegar a objetos e posses, isso me fez perceber o mundo em minha volta.

Dei mais valor no que eu tinha

Como parei de me preocupar em comprar coisas, ter coisas, manter aquilo que tinha comprado e ficar nervoso para pagar aquilo que havia gasto, eu passei a dar mais valor no que eu tinha em minha vida e a agradecer pelas pessoas e experiências que tinha. Aprendi que não levaremos nada dessa vida, então não tem porque eu ficar preocupado com esses objetos e contas que gerei por causa deles.

Dei mais valor nas pessoas e menos em coisas

Uma simples conversa com a mulher do caixa do supermercado ou com a atendente de telemarketing que me ligava para vender algo que eu não precisava, começou a ter mais valor na minha vida. Eu tinha curiosidade de saber porque a pessoa estava lá, porque fazia aquilo e como estava o dia dela. Isso me fazia aprender sobre as adversidades da vida e a dar valor nas coisas que era abençoado. Passei a ter gratidão com essas experiências por conta do aprendizado.

Otimizei meu tempo

Comprando menos, eu passei a gastar menos e ter menos conta para pagar. Como trabalho como freelancer, passei a me matar menos de trabalhar para pagar coisas que havia comprado. Sobrou mais tempo para mim. Além, de eu perder menos tempo organizando coisas que tinha. Como passei a ter menos objetos, sobrou aquele tempo que perdia limpando, guardando ou arrumando as coisas que tinha.

Vivi o momento sem me preocupar com o futuro ou coisas

Realmente eu vivia em uma corrida de hamster em sua roda giratória, gastava muito com besteiras que não tinham utilidade em minha vida e depois ficava preocupado com o meu futuro. Eu realmente me preocupava se teria dinheiro para continuar gastando no futuro. Era algo muito incoerente, você gasta seu dinheiro e depois se pergunta se irá faltar no futuro? Parando de gastar inconsequentemente, eu acabei guardando meu dinheiro e parei de ficar com a cabeça em preocupações futuras, com isso passei a viver mais o meu presente. Adotei um proverbio japonês para minha vida: Amanhã é amanhã, hoje é hoje.

Foquei na minha saúde, corpo e mente

Passei a me preocupar mais com o meu corpo do que com coisas, com isso investi mais na minha alimentação, meditações e exercícios físicos. Tirei o foco de preocupações, já que muitas delas não eram controladas por mim e só me faziam mal. Não adiantava me preocupar como iria pagar o cartão de crédito, já que havia gasto mais do que podia. Era uma questão de matemática e não de preocupação. Ficar nervoso por uma consequência dos meus atos, não era a maneira mais inteligente de lidar com isso. O caminho era gastar menos e ganhar mais. Se eu ficasse doente (como fiquei), não conseguia trabalhar para pagar as contas. Foi então que decidi investir mais em mim e menos em coisas.

Contribuí mais para a sociedade e planeta

Lembro-me de ter ficado 5 anos com o meu celular iphone 5 e só troquei após cair no chão e espatifar todo. Mesmo sendo antigo, ele estava cumprindo com as funções dele. Andei também, 10 anos com meu carro sem troca-lo. Fazia todas as revisões e manutenções, tinha muito zelo por ele. Com isso, sem esta troca compulsiva, eu passei a gerar menos lixo para o planeta.

Precisamos pensar no consumo consciente, gerar menos lixo para o planeta e fazer a diferença em um mundo cada vez menos preocupado com as gerações futuras.

 

Leia Também: O que é minimalismo

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